A secretária de Segurança de Poá aplica spray de pimenta em professor que estava sendo agredido pela GCM

É com muita indignação e repúdio que a Federação Estadual dos Trabalhadores em Educação do Estado de São Paulo (FETE-SP) acompanha o desenrolar da luta dos servidores públicos do município de Poá contra os desmandos da prefeita Márcia Bin (PSDB), que comprova a cada dia a sua intransigência e truculência na condução de sua administração e sempre em desfavor dos servidores e, principalmente, da população da cidade.

A FETE-SP solidariza-se aos servidores e à Associação dos Profissionais da Educação de Poá (APEP), entidade representativa da categoria e filiada à FETE-SP, que foram agredidos, moral e fisicamente, há alguns dias, quando dirigiam-se à sessão da Câmara Municipal de Poá, para acompanhar os trâmites da votação do PL 26/2022, que diz respeito ao Vale-Alimentação.

Logo na entrada, o presidente da APEP, Franklin V. do Nascimento (e diretor da FETE-SP), e muitos outros servidores foram obrigados a passar pela “revista” feita pela GCM (bolsas, mochilas e bolsos revirados). A truculência se seguiu quando os servidores queriam ser ouvidos pelos vereadores e foram agredidos pela Guarda (incluindo o professor Franklin, foto da capa) e pela própria Secretária de Segurança do município, senhora Marlene Santana, ao lançarem gás de pimenta contra os presentes.

A prefeitura recusa-se a voltar a pagar os valores do vale-alimentação de antes da pandemia. A ação representa um confisco de, aproximadamente, R$ 12 milhões que pertencem por direito e por Lei aos servidores. Segundo a APEP, esses recursos estão parados na Prefeitura. Vale lembrar que os subsídios de 20% acrescidos aos salários da Prefeita, do vice, dos secretários e dos cargos comissionados foram os primeiros a voltarem a ser pagos. Segundo a APEP, o município têm em caixa intactos mais de R$140 milhões em caixa. Mas, a prefeita alega “falência”.

A barbárie não tomará conta do País. Concepções políticas retrógradas, violentas e usurpadoras que se apoderaram do país, pós-golpe de 2016, já estão com seus dias contados. A esperança vencerá o medo. A FETE-SP, seus sindicatos filiados, a CNTE e a CUT estarão nas ruas reivindicando dias melhores a todos os profissionais da Educação e justiça social, política e econômica a todos os cidadãos brasileiros.

Nilcea Fleury

Presidenta da FETE-SP

 

Diretoria da FETE-SP